quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Como os alimentos moldam as nossas cidades?


Numa brilhante palestra oferecida pelo TED talks, intitulada "Como os alimentos moldam as nossas cidades" (
How food shapes our cities), onde Carolyn Steel pondera como a agricultura e o desenvolvimento urbano são fenómenos interdependentes, que se originam no mesmo lugar ao mesmo tempo que a nossa dependência alimentar condicionou a forma das cidades, pelo menos até a Revolução Industrial, a partir da qual a nossa ligação directa com a natureza através dos alimentos, começou a desvanecer-se até que hoje quase não sabemos distinguir uma alface de um espinafre e muito menos conseguimos identificar qual é a planta que produz beringela ou pimentos...

Aldo Leopold nos anos 40 do século passado já dizia que: "Há dois perigos espirituais em não ter uma quinta. Um é o perigo de supor que o pequeno almoço vem da mercearia, e que o calor vem de uma caldeira." Infelizmente, nós vivemos cara a cara com esses dois perigos de base que consequentemente, são os dois pilares sobre os quais repousa a insustentabilidade da sociedade actual.



A criação de jardins/hortas é essencial para nos re-conectar com natureza.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

dRMM’s SLIDING HOUSE




Projecto do atelier drMM a sliding house é uma construção mecanizada que pode responder a diferentes condições climáticas à escala da fachada. Uma simbiose com a tecnologia que dota a habitação de uma capacidade mutável, gerando diferentes espaços e leituras com o simples deslizar da pele que a envolve.

GOOGLE MAPS


Numa outra perspectiva...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

HORTAS URBANAS como elemento morfológico da cidade


UM PEDIDO...

“Hoje a Natureza do campo encontra-se assediada, e é tão escassa na cidade, que se converteu em algo valioso” in, Design with Nature, Ian Mcharg

Actualmente, certas franjas da sociedade persistem, teimosamente, no cultivo de produtos hortícolas ocupando vazios deixados pelo atravessamento de grandes infra-estruturas rodo e ferroviárias, terrenos expectantes, taludes sem vocação urbanística, espaços de ninguém e sem valor aparente, originando o fenómeno das Hortas de Lata.

Av. General Norton de Matos - Lisboa - Hortas Clandestinas

Este fenómeno é um pedido das comunidades que perderam o contacto com a terra, é o principal sintoma de um certo vazio doutrinário do planeamento urbano que tem vindo a menosprezar o elevado potencial da horta como elemento estruturante do espaço urbano.

Cabe ao arquitecto responder a este pedido, através do desenho urbano, corrigindo e rentabilizando o solo, assegurando à cidade um desenvolvimento harmonioso e sustentável.

PAPEL DA HORTA URBANA NA ORGANIZAÇÃO DA CIDADE

“Nós dependemos de um sistema de civilização e de cultura que tem dois subsistemas: um edificado e outro (…) com materiais vivos. Com a predominância de um sobre o outro, que está a verificar-se, criam-se problemas terríveis a nível do planeamento do território, instaurando-se o caos” in, Engenharia e Vida nº 12, Gonçalo Ribeiro Telles

Na cidade tradicional, o desenho urbano assimila o parcelamento e a divisão cadastral, separando o solo privado do solo público. No urbanismo moderno o estado detém a totalidade do solo que urbaniza sem redivisão fundiária ou privatizando apenas os espaços de implantação do edifício, isto dá origem a que os arquitectos ao intervir no interior de uma propriedade a completam na totalidade, onde a tarefa é facilitada pela livre disposição dos edifícios, levando a que o bairro não seja mais que o resultado da forma da parcela. Esta disposição e forma de fazer cidade pretende dar aos habitantes um máximo de solo livre, no entanto, esta atitude provocou o isolamento, individualização e consequentes conflitos gerados pela perda de interacção social dos habitantes da urbe.

A Horta Urbana deve assumir um papel relevante na ocupação do território, numa simbiose entre a cidade tradicional e a cidade moderna. Onde o estado ao deter a totalidade dos espaços deve fazer uma divisão fundiária de forma a potenciar o aparecimento das hortas. Esta divisão fundiária deve ter em conta zonas de terrenos expectantes, vazios deixados pelas infra-estruturas ou cursos de água, taludes sem vocação urbanística mas, também espaços centrais da cidade elevando a horta a equipamento comunitário.


HORTA URBANA COMO EQUIPAMENTO COMUNITÁRIO

O plano de desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), no seu programa Habitat 2, diz que o problema mais importante das cidades do séc. XXI, nomeadamente, das do terceiro mundo, é a falta do fomento da agricultura urbana. Este estímulo deve passar por estruturas centralizadoras da cidade.

O equipamento constitui um conjunto base que define as duplas condições de uma gestão pública, é um elemento centralidade: no domínio da sociologia da cidade e, no plano arquitectónico na produção de espaços colectivos.

Ao assumir a Horta Urbana como equipamento comunitário dá-se à cidade um espaço que privilegia a interacção social, a qualidade ambiental da cidade e acima de tudo é uma infra-estrutura de custos extraordinariamente reduzidos e com um grande potencial de retorno na vida económica das famílias. È necessário repensar o papel destas infra-estruturas como elementos de inovação urbana, com a possibilidade de conferir sentido e oportunidade a áreas negligenciadas e de difícil manutenção. Dotando-as de zonas de lazer, espaços de articulação, convívio comunitário que enriqueçam a vida das cidades e a saúde dos seus habitantes.

South Central Los Angeles - USA - Hortas Comunitária

Como estudo de caso podemos nos debruçar sobre uma Horta Urbana em Los Angeles, um produto da população hispana da cidade e um exemplo do potencial comunitário destas infra-estruturas. Incentivar as pessoas a ter uma dieta composta principalmente de produtos frescos, locais , orgânicos podendo fazer crescer os próprios alimentos num espaço urbano. Arquitectura como educação e geradora de novos modos de vida.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O PÁTIO DA MINHA CASA É PRIVADO

Para quem gosta de vídeos em stop-motion



Autores_ Blu and David Ellis.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

ARQUIVOLUÇÃO resposta2

Arquitectura por automatização by Jacque Fresco


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

ARQUIVOLUÇÃO resposta1

Arquitectura por selecção natural by Bjarke Ingels


fonte: ted.com

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ARQUIVOLUÇÃO


Inquietante a Evolução? O que nos espera? Como seremos? Olhemos para o futuro... o que nos será solicitado e de que forma devemos estar preparados? Como será a arquitectura no futuro?

Aguardo respostas!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CAMPER-BIKE




Conceito inovador, este de trazer a casa atrelada à bicicleta, que para alem de não poluente e saudável constitui uma enorme poupança e uma nova forma de mobilidade que poderá ganhar vários adeptos. Dentro deste objecto existem todas as comodidades necessárias para habitar, trabalhos como camper-bike continuam a obrigar o Homem a ser o animal mais adaptável que existe, contribuindo para comportamentos, hábitos e sociedades alternativas, como é exemplo a Small House Society, preocupadas com a investigação, desenvolvimento e utilização de espaços pequenos que procuram formas de vida sustentáveis para estimular indivíduos, famílias e comunidades no mundo inteiro.

Kevin Cyr construiu esta pedaló-caravana (!) um objecto autónomo que o artista apresenta como uma escultura, construída em Abril de 2008 camper-bike tem dado que falar.

sábado, 12 de setembro de 2009

UM ACHADO NAS MONTANHAS DE FAFE





Este abrigo foi construído no alto de uma colina entre duas grandes rochas, fica situado entre Fafe e Cabeceiras de Basto no troço da Lameirinha... troço esse que era dos mais espectaculares quando existia o velhinho Rally de Portugal.
Uma sandwich que pela sua aparência tosca e ausência geométrica implanta-se com uma magnifica serenidade numa, paisagem deslumbrante, adquirindo uma beleza que nos contagia. O dono Vítor Rodrigues deixou de poder relaxar na casa dos quatro penedos, construída há 35 anos por um engenheiro de Guimarães. Deste abrigo de montanha, sem água nem luz, avista-se as serras do Marão, Sra. da Graça (Mondim de Basto), Sameiro (Braga) e Penha (Guimarães). O local é isolado, logo alvo de assaltos. Os vidros são à prova de bala, a porta é de aço e o sofá pesa 350 quilos, feito com cimento e tronco de eucalipto.

Fica aqui uma reportagem produzida pela RTP para uma melhor percepção...



Por muita pena minha estas fotos foram tiradas com o telemóvel... fica a vontade de lá voltar.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ECO-CITIES são viáveis financeiramente?


A recessão global abrandou os grandes empreendimentos ecológicos conhecidos por "eco-cities", ou grandes empreendimentos imobiliários que pretendem reduzir drasticamente as emissões de carbono. O atraso mais notável tem afectado um grande projecto previsto para Dongtan, fora de Xangai.
No entanto, alguns projectos como a "smart city" de Amesterdão, a cidade de Masdar, em Abu Dhabi e a "eco-city" da Alemanha Hamburg-Hanburg que estão no bom caminho e a engendrar novos trilhos nas práticas sustentáveis.


Em Julho, por exemplo, mudou-se o primeiro inquilino para Eco City Hamburg-Harburg, fora da cidade alemã de Hamburgo. O projecto, desenvolvido pela empresa de design tecArchitecture + ARUP, é marcado como um "ambiente sustentável industrial criativo". O seu objectivo é trazer a "indústria e o design em grande escala e partirem juntos numa cooperativa eco-amigável como comunidade empresarial", segundo o seu site.

A questão é: "SERÃO AS ECO-CITIES VIÁVEIS FINANCEIRAMENTE?"

Parece-me que quem olha para um retorno a curto prazo pode não ver as oportunidades. Mas, há, felizmente, investidores que apostam que os preços da energia continuarão a aumentar e haverá num futuro próximo, uma maior procura pelo espaço inteligente, verde e sustentável, porque o que todos pretendemos é um bom meio social e ambiental onde possamos habitar.

Amsterdam Smart City, fica de seguida um vídeo publicitário do que se pretendem ser os ganhos energéticos num futuro próximo:



quinta-feira, 3 de setembro de 2009

NOVAS FERRAMENTAS_PITARU


As ferramentas de desenho têm evoluído de uma forma exponencial. Como será o futuro próximo?

Fica de seguida um exemplo, "rhonda", uma nova ferramenta de desenho 3D desenvolvido por Amit Pitaru Circa, ainda em testes Beta.