quarta-feira, 18 de novembro de 2009

HIGH LINE







"A coisa mais impressionante sobre a High Line, a antiga via férrea elevada industrial correndo ao longo do lado oeste de Manhattan, é a rapidez com que o transporta para um lugar diferente".


A High Line é o projecto público raro, que realmente cumpre a promessa do processo de planeamento inicial. O resultado acabou por superar as expectativas surpreendendo o próprio director de operações de campo.
Em 1990, a linha estava marcada como estrutura a demolir, mas um grupo intitulado por Friends of the High Line forma-se para preserva-la, notando que a natureza já estava a transformar a linha em espaço verde. Este grupo pediu então ajuda a celebridades como Kevin Bacon, Edward Norton e Diane von Furstenberg para se juntarem à sua luta para a preservação da linha, acabando por conseguir e encomendar a concepção deste arranjo paisagistico ao atelier Field Operations e aos arquitectos Diller Scofidio + Renfro.
"Nossa filosofia toda foi para ampliar as condições encontradas", diz James Corner, diretor de Operações de Campo. "Conseguimos um espaço que oferece uma experiência emocionante e distinto público, mas de uma maneira que capta o original pós-industrial."

Hoje, a High Line está ser usada a de uma forma diversificada, mais do que o próprio James Corner acreditava, embora tenha sido concebida como um jardim relativamente simples com um "passeio", o parque oferece locais para piqueniques em família, banhos de sol, com espectáculos de cabaret na escada de incêndio de um prédio adjacente.
A High Line serve como um excelente exemplo de um novo tipo espaço público que pode tomar forma em cidades de países como os Estados Unidos, Alemanha, México e Canadá - em que se utiliza a infra-estrutura abandonada e artefactos da indústria para criar espaços verdes públicos distintos, que procuram produzir um legado positivo para o que antes era uma estrutura poluente.
Uma das razões para esta mudança de atitude é o factor económico: é geralmente menos dispendiosos reinventar ruínas industriais do que remove-las: outra é que as cidades são simplesmente a falta de espaço verde.
Devemos parar e olhar para estes lugares contaminados como espaços de potencial criativo, geradores de novas formas de reabilitar.


domingo, 15 de novembro de 2009

GONÇALO RIBEIRO TELLES


Devido ao trabalho de pesquisa que tenho vindo a realizar, deparo-me várias vezes com entrevistas, citações, trabalhos, entre outras coisas desta magnifica personalidade portuguesa que é o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.
Dever-se-á, realçar, o invulgar mérito de um profissional que sempre soube enfrentar as contrariedades, incompreensões e oposições, sem jamais abandonar a luta por uma causa que sempre defendeu como sendo de interesse nacional, a gestão da paisagem.

Oportunamente, hoje em que o mote é a sustentabilidade, a preocupação ambiental e a complexidade da gestão paisagística, num mundo progressivamente tecnológico e global as inquietações deste arquitecto perante a protecção do nosso património natural são de uma frescura contagiante e sobre a qual nos devemos debruçar com redobrada atenção combatendo uma incultura ecológica generalizada das nossas elites sociais.





"Não se ama aquilo que não se conhece." - GRT

sábado, 14 de novembro de 2009

o ensaio no TWITTER!

O ensaio levantou voo e agora também chilreia junto da grande comunidade Twitter! Adicionem!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

HÁ COISAS GIRAS!


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Como os alimentos moldam as nossas cidades?


Numa brilhante palestra oferecida pelo TED talks, intitulada "Como os alimentos moldam as nossas cidades" (
How food shapes our cities), onde Carolyn Steel pondera como a agricultura e o desenvolvimento urbano são fenómenos interdependentes, que se originam no mesmo lugar ao mesmo tempo que a nossa dependência alimentar condicionou a forma das cidades, pelo menos até a Revolução Industrial, a partir da qual a nossa ligação directa com a natureza através dos alimentos, começou a desvanecer-se até que hoje quase não sabemos distinguir uma alface de um espinafre e muito menos conseguimos identificar qual é a planta que produz beringela ou pimentos...

Aldo Leopold nos anos 40 do século passado já dizia que: "Há dois perigos espirituais em não ter uma quinta. Um é o perigo de supor que o pequeno almoço vem da mercearia, e que o calor vem de uma caldeira." Infelizmente, nós vivemos cara a cara com esses dois perigos de base que consequentemente, são os dois pilares sobre os quais repousa a insustentabilidade da sociedade actual.



A criação de jardins/hortas é essencial para nos re-conectar com natureza.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

dRMM’s SLIDING HOUSE




Projecto do atelier drMM a sliding house é uma construção mecanizada que pode responder a diferentes condições climáticas à escala da fachada. Uma simbiose com a tecnologia que dota a habitação de uma capacidade mutável, gerando diferentes espaços e leituras com o simples deslizar da pele que a envolve.

GOOGLE MAPS


Numa outra perspectiva...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

HORTAS URBANAS como elemento morfológico da cidade


UM PEDIDO...

“Hoje a Natureza do campo encontra-se assediada, e é tão escassa na cidade, que se converteu em algo valioso” in, Design with Nature, Ian Mcharg

Actualmente, certas franjas da sociedade persistem, teimosamente, no cultivo de produtos hortícolas ocupando vazios deixados pelo atravessamento de grandes infra-estruturas rodo e ferroviárias, terrenos expectantes, taludes sem vocação urbanística, espaços de ninguém e sem valor aparente, originando o fenómeno das Hortas de Lata.

Av. General Norton de Matos - Lisboa - Hortas Clandestinas

Este fenómeno é um pedido das comunidades que perderam o contacto com a terra, é o principal sintoma de um certo vazio doutrinário do planeamento urbano que tem vindo a menosprezar o elevado potencial da horta como elemento estruturante do espaço urbano.

Cabe ao arquitecto responder a este pedido, através do desenho urbano, corrigindo e rentabilizando o solo, assegurando à cidade um desenvolvimento harmonioso e sustentável.

PAPEL DA HORTA URBANA NA ORGANIZAÇÃO DA CIDADE

“Nós dependemos de um sistema de civilização e de cultura que tem dois subsistemas: um edificado e outro (…) com materiais vivos. Com a predominância de um sobre o outro, que está a verificar-se, criam-se problemas terríveis a nível do planeamento do território, instaurando-se o caos” in, Engenharia e Vida nº 12, Gonçalo Ribeiro Telles

Na cidade tradicional, o desenho urbano assimila o parcelamento e a divisão cadastral, separando o solo privado do solo público. No urbanismo moderno o estado detém a totalidade do solo que urbaniza sem redivisão fundiária ou privatizando apenas os espaços de implantação do edifício, isto dá origem a que os arquitectos ao intervir no interior de uma propriedade a completam na totalidade, onde a tarefa é facilitada pela livre disposição dos edifícios, levando a que o bairro não seja mais que o resultado da forma da parcela. Esta disposição e forma de fazer cidade pretende dar aos habitantes um máximo de solo livre, no entanto, esta atitude provocou o isolamento, individualização e consequentes conflitos gerados pela perda de interacção social dos habitantes da urbe.

A Horta Urbana deve assumir um papel relevante na ocupação do território, numa simbiose entre a cidade tradicional e a cidade moderna. Onde o estado ao deter a totalidade dos espaços deve fazer uma divisão fundiária de forma a potenciar o aparecimento das hortas. Esta divisão fundiária deve ter em conta zonas de terrenos expectantes, vazios deixados pelas infra-estruturas ou cursos de água, taludes sem vocação urbanística mas, também espaços centrais da cidade elevando a horta a equipamento comunitário.


HORTA URBANA COMO EQUIPAMENTO COMUNITÁRIO

O plano de desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), no seu programa Habitat 2, diz que o problema mais importante das cidades do séc. XXI, nomeadamente, das do terceiro mundo, é a falta do fomento da agricultura urbana. Este estímulo deve passar por estruturas centralizadoras da cidade.

O equipamento constitui um conjunto base que define as duplas condições de uma gestão pública, é um elemento centralidade: no domínio da sociologia da cidade e, no plano arquitectónico na produção de espaços colectivos.

Ao assumir a Horta Urbana como equipamento comunitário dá-se à cidade um espaço que privilegia a interacção social, a qualidade ambiental da cidade e acima de tudo é uma infra-estrutura de custos extraordinariamente reduzidos e com um grande potencial de retorno na vida económica das famílias. È necessário repensar o papel destas infra-estruturas como elementos de inovação urbana, com a possibilidade de conferir sentido e oportunidade a áreas negligenciadas e de difícil manutenção. Dotando-as de zonas de lazer, espaços de articulação, convívio comunitário que enriqueçam a vida das cidades e a saúde dos seus habitantes.

South Central Los Angeles - USA - Hortas Comunitária

Como estudo de caso podemos nos debruçar sobre uma Horta Urbana em Los Angeles, um produto da população hispana da cidade e um exemplo do potencial comunitário destas infra-estruturas. Incentivar as pessoas a ter uma dieta composta principalmente de produtos frescos, locais , orgânicos podendo fazer crescer os próprios alimentos num espaço urbano. Arquitectura como educação e geradora de novos modos de vida.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O PÁTIO DA MINHA CASA É PRIVADO

Para quem gosta de vídeos em stop-motion



Autores_ Blu and David Ellis.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

ARQUIVOLUÇÃO resposta2

Arquitectura por automatização by Jacque Fresco


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

ARQUIVOLUÇÃO resposta1

Arquitectura por selecção natural by Bjarke Ingels


fonte: ted.com

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

ARQUIVOLUÇÃO


Inquietante a Evolução? O que nos espera? Como seremos? Olhemos para o futuro... o que nos será solicitado e de que forma devemos estar preparados? Como será a arquitectura no futuro?

Aguardo respostas!